na imagem: Sr. Alberto Nunes (clicar na imagem para ver o filme)

 

Habitantes da Montanha
Habitantes da Montanha, é um projecto de inovação social e cultural, focado na integração dos habitantes locais no quadro das actividades do Laboratório Campus Jardim das Pedras. Este projecto cruza os três laboratórios, Movimento das Pedras, Bosques e Estações Bucólicas.

 

Problema e Proposta

1. Isolamento, vulnerabilidade e exclusão

Um conjunto significativo de pessoas, distribuídas por seis localidades no sopé da serra, habita um território em contínuo processo de desertificação, desvinculado do todo social pela sua deterioração ou ausência de novos modelos de convivência, levando ao isolamento.

Uma última geração que vive claramente dependente dos recursos naturais e endógenos, que por sua vez se encontram vulneráveis às alterações climáticas.

Um modelo de vida precário e frágil do actual sistema social, económico e ambiental, que acentua ainda mais a exclusão a que estes grupos de pessoas se encontram expostos.

 

2. Habitantes em vida activa

O projecto destina-se aos habitantes em fase de vida activa desta comunidade da montanha, constituída por seis localidades – Aldeia Artística do Feital, Vila Franca das Naves, Aldeia de Vilares, Aldeia da Broca, Aldeia de Carnicães e Aldeia de Garcia Joanes -, que têm competência numa determinada área da qual fazem depender o seu modo de vida, especificamente ligados ao uso e manejo da pedra, ao pastoreio e à floresta.

 

3. Importância do Problema

Identificamos três factores que irão agravar a contínua desertificação destes territórios, com custos pessoais e sociais incalculáveis:

– As circunstâncias e natureza do próprio trabalho provocam o isolamento social.
– As actividades praticadas são extremamente vulneráveis às alterações climáticas.
– Um contexto quotidiano e sem alternativa leva ao abandono e à exclusão.

 

4. Proposta

Propomos a integração do grupo de habitantes (os últimos resistentes) no Laboratório artístico e científico – Campus Jardim das Pedras | Arte e Ciência próximas da Natureza – constituído por uma comunidade alargada de artistas, cientistas e visitantes para um reforço da sua autonomia e representatividade.

O Laboratório Campus, iniciado em 2017, é desenvolvido em parceria com as duas uniões de freguesias – União das freguesias de Vila Franca das Naves e Feital e União das freguesias de Vilares e Carnicães – que compreendem o seu território de acção, sendo as suas actividades de investigação e criação artística e científica desenvolvidas no quadro do Projecto Pontes.

O Projecto Pontes, iniciado em 2015, é o principal projecto operacional da Luzlinar. É orientado e desenvolvido por uma equipe profissional multidisciplinar e integra um grupo de parcerias nacionais e internacionais de carácter institucional ou privado e apoiado pelo Ministério da Cultura / Direcção Geral das Artes no quadro dos apoios sustentados.

 

5. Aspectos inovadores da proposta

O projecto pretende desenvolver um “ecossistema” sustentável com as diferentes comunidades no centro do processo, onde o binómio inovação – integração é nuclear:
– Integração dos residentes, ao longo de todo ano, num Laboratório de arte e ciência instalado no seu próprio território, incrementando a permanência das comunidades por via dos seus activos culturais.
– Inovar e integrar para a sustentabilidade dos três recursos mãe – pedras, prados, bosques – com o desenvolvimento de projectos específicos em cada área.
– Implementação de três princípios fundamentais aos quais subordinamos todas as actividades do Campus:

– Proteger a biodiversidade e recursos naturais
– Transmitir técnicas e práticas ancestrais
– Dinamizar a gestão dos recursos do território